
Foto de 24/12/2008
Oiê!!!Demorei pra vir aqui porque estava de atestado médico, de repouso, em casa. Semana passada comecei a sentir muita cólica e fui à emergência. A médica de plantão me examinou, disse que meu colo do últero estava fechado e grosso ainda e que provavelmente as cólicas seriam fruto de esforço que eu teria feito. Daí me mandou ficar em repouso. O bom foi que neste dia fizemos uma US. Mateus, na 35ª semana estava com 2.480kg e continuava cefálico com dorso à esquerda. Oba!
Sábado a família do meu marido fez um chá-de-bebê surpresa. Foi muito bom, ganhei bastante coisa. As fotos estão com minha cunhada, quando ela me passar eu coloco aqui.
Amanhã mais uma semana que se inicia: a 36ª!!! Nem acredito! Agora faltam no máximo 4!
Estou bastante cansada, e fiz um post para vocês entenderem o porquê. Fiz este post inspirada num post que a Pâmella, gravidinha do Leonardo fez (até copiei alguns itens da parte do que vou sentir saudade, pois é exatamente o que eu sinto também):
Não vou sentir falta...
... de me levantar 5.248.350 vezes durante a madrugada para ir ao banheiro;
... do sono incontrolável que sinto o dia inteiro (por não dormir direito à noite por ter de ir 5.247.350 vezes ao banheiro de madrugada);
... de sentir fome a toda hora, mas não conseguir comer por causa do bebê, que comprime meu estômago;
... de sentir dores nas costas o dia inteiro;
... de andar “me arrastando” por causa do peso da barriga;
... dos seios que doem muito e constantemente, como se eu estivesse na tpm;
... de não encontrar posição para dormir;
... de não poder mais usar minha aliança de casamento, que eu adoro;
... de ficar completamente sem ar ao subir apenas um lance de escadas;
... de não conseguir mais “namorar” como eu queria com meu maridão;
... de querer calçar minhas sandálias e ver que nenhuma cabe mais no meu pé;
... de, no meio de uma reunião importante ou de um treinamento, começar a sentir as dores na pelve (especialmente no púbis) e não poder fazer cara feia;
... de não conseguir mais me sentar com as pernas fechadas;
... de não poder alisar meu cabelo;
... de ter que dirigir 70km todos os dias para ir trabalhar, de pernas abertas e sentindo contrações (indolores, por enquanto);
Entretanto, eu vou sentir falta...
... de quando Mateus e eu éramos apenas um;
... de ser elogiada todo dia;
... de ver minha barriga mexer;
... de ganhar comida de presente;
... de tomar dois sorvetes sem culpa;
... de quando minha barriga não chamar mais atenção;
... de ser bajulada o tempo todo;
... de escutar meu som favorito: a batida do coraçãozinho do Mateus;
... de ser chamada de barriguda e ficar feliz;
... de ler mil artigos sobre o mesmo assunto: gravidez;
... de ficar curiosa imaginando como será o rostinho dele;
... de desdobrar as roupinhas e guardar tudo de novo;
... de ir ao supermercado e não ter de pegar aquela fila gigantesca, tendo um caixa vazio (ou quase) especialmente para as barrigudas e poder ir nele;
... de me pesar e ficar feliz com cada quilinho a mais;
... de chegar ao estacionamento do shopping lotado e encontrar uma vaga exclusiva para gestantes me esperando;
... de ter o Mateus só pra mim;
... do carinho que as pessoas fazem na minha barriga o dia inteiro (sou uma das poucas grávidas que gostam disso);
... de cantar para o Mateus durante o banho e senti-lo “responder” com movimentos;
... de nunca sentir solidão mesmo quando estou “sozinha”;
É uma contradição e tanto, né?! Li um texto na internet que achei perfeito:
“Gravidez... Coisa esquisita”
“gravidez... coisa esquisita!
Na faculdade de medicina, ensina:
Gravidez é patologia.
É mesmo!
E quem não sente nada de estranho, estranho é.
Muito hormônio, muita mudança, insegurança…
Sem falar nos enjôos, na demora… são dez meses!!!
Eu senti tudo o que se pode imaginar…
E senti fome, muita fome!
E engordei muito, porque o privilégio da grávida é poder tudo:
Baldes de brigadeiro, cachorro-quente e até algodão-doce!
Teve a fase do feijão com arroz e também da carne crua.
Teve a fase do mau-humor e da felicidade que não tem tamanho.
Gravidez tem de tudo um pouco, e cada pouco é um mundo!
E tem também os medos:
De ficar gorda pra sempre, de ter estria, celulite,
do peito cair, do peito doer,
de não dar conta…
Não é a toa que a grávida tem preferência!
É muito calor, depois frio, e mais calafrio.
E câimbra, dor na bacia…
O cabelo que não pode pintar.
O creme que não pode usar.
O remédio pra espinha e brotoeja.. nem pensar!
E o frio na barriga de pensar:
Será que vai nascer perfeitinho?
Cada ultra, uma novidade.
Cada detalhe, uma alegria… imensa, infinita!
Vale a pena?
Vale, muito!
Depois tudo passa…
Passa mesmo.
E a gente esquece!
Meu médico diz que quando a gente esquece,
dá vontade de ter outro.
E quando a gente lembra,
só lembra dos momentos felizes!!!
Gravidez é coisa esquisita:
É ruim demais!
É bom demais!!
É demais!!!
Mas o mais de tudo é mesmo ter um filho.”
Boa, não é?!
Aproveito para desejar uma boa passagem de ano à todas!
Mayane e Gly, sejam bem-vindas!
Qualquer novidade eu volto.
Beijos!!!